
O filme começa na piscina. "Que piscina grande para uma casa", minha mãe e eu nos surpreendemos. Parece um comentário bobo, mas já sabendo das tonalidades de crítica social do filme, busquei ficar atenta a esses detalhes do filme. O menino brinca na piscina, junto da empregada doméstica. Pergunta se ela não vai nadar com ele, ao que ela se surpreende com o absurdo de sua pergunta -"Nadar como, se nem maiô eu tenho?" Ela não tem um maiô. É nela que o Fabinho, o filho da patroa, busca o apoio para superar seus medos, seu medo de se afogar.
Ele pergunta onde está sua mãe. "Que horas ela vai voltar"? Val não sabe.
Agora, o filme foi um dois cinco escolhidos para a disputa de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar em 2016, e vai representar o Brasil, concorrendo com os fortíssimos canditados Son of Saul (Hungria), The Assassin (Taiwan), Labirinto de Mentiras (Alemanha), e Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência (Suécia). Vou torcer muito pelo filme,
- enquadramento da cena
minha mãe reclamava que era tudo de longe, não conseguia ver os rostos das pessoas nem reconhecê-las. Talvez seja esse o objetivo. As primeiras cenas se concentram nos ambientes da casa. A piscina.






